Passados alguns dias de férias, com a energia recarregada e com toda equipe de volta ao Brasil, confira agora nossas impressões sobre os shows que Madonna realizou em Paris, nos dias 21 e 22/setembro e que tivemos oportunidade de conferir.
Assistimos em dois ângulos diferentes; platéia VIP e arquibancada lateral, esse para ter uma visão geral da perspectiva da platéia, e claro, ver como tudo acontece de longe. Já haviamos visto a abertura do show em Cardiff, mas uma outra visao melhora significamente o entendimento de algumas cenas.
PREPARAÇÃO
Para o primeiro show chegamos cedo ao Stade De France ficamos na área VIP, que já tinha boas filas na porta. Cento e trinta pessoas possuíam o Hot Tickets que dessa vez funcionou com a entrada antecipada de uma hora, o que garantia ficar na grade do palco e analisar os poros na pele da Madonna.
Às 18h o portão foi aberto para o público geral e o caos imperou na entrada para os ingressos VIP em geral, com muita gente se debatendo, espremendo e sem cheiro de perfume frances. Péssimo! Parecia um arrastão, as pessoas corriam por alguns metros, paravam e se espremiam desafiando a lei da física. Se em Paris foi assim, imagine no Brasil ja que a organização daqui, até então, está sendo bem falha (esperamos ser surpreendidos, claro!).
Horas e horas em pé até o começo do show... Tudo bem cansativo. Até ali já somavam-se 7 horas de pé. O Dj Bob Sinclair entrou às 18h30 acompanhado de um cara bem chato que nao calava a boca. Nem animou muito não...
PRÉ-SHOW
O público não parava de urrar, fazer 'holas' e gritar por MadonnA (como falam os franceses, com entonação maior no último A.) e após meia-hora de atraso, Madonna subiu ao palco para delírio total.
O estádio é um pouco maior do que quando vimos em Cardiff. Assim como no primeiro show, tivemos a impressão que as proporções do palco são pequenas para as dimensões de um estádio de futebol. Os telões nas laterais são extremamente pequenos, um problema para quem estiver sentado nas arquibancadas centrais, de frente para o palco. A organização do show poderia providenciar telões maiores ou mesmo um daqueles caminhões com um telão gigante para ficar no meio da pista, na área central, como acontece tradicionalmente com festivais de música.
O SHOW
Na primeira noite ficamos posicionados bem no centro do palco, na frente da passarela, o que dá uma visão ampla de toda a parafernália, pirotecnia e tudo o que acontece ali. A magia em torno da tecnologia surpreende todos, principalmente o fabuloso e indescritível telão que se desfaz em fatias. É impressionante como cada coisa ali funciona em total sincronia. Um evento único e rico aos olhos de qualquer admirador de arte e cultura pop, independente de gostar ou não da música da Madonna.
Madonna estava muito animada, desenvolta, sorridente, brincalhona e, apesar de seus shows serem mecânicos, há sempre uma ou outra brecha para uma conversinha e brincadeira fora do script com o público. A animação na área VIP, próximo ao palco, era muito grande e não tinha como ficar parado com o público em êxtase, principalmente na abertura, onde a platéia literalmente tem um ataque histérico.
Alertas dos seguranças em torno da grade era sobre a proibição de fumar - se bem que estava tão e